O velho oeste americano que historicamente fica entre o final do século XIX e início do século XX; era uma terra: a) indômita? b) selvagem? c) cheia de oportunidades? Não, não: chatíssima.
Você acordava cedo para trabalhar, as condições de higiene eram péssimas, mulher era artigo raro, índios sabiam mais do que você e, depois de tanta ralação, você ainda tinha que dormir cedo, pois no outro dia a coisa todo continuava, sem grandes chances de descanso. E não se tinha nada para fazer.
Não é um dilema novo, talvez seja tão antigo quanto o primeiro pajé. O que entregar ao público, afinal? Ser corajoso e encurtar a estrada totalmente imaginária entre cultura e cotidiano ou mastigar eternamente papinhas pré-cozidas de conhecimento e entretenimento fútil?
Será verdade que a cultura de todos os povos a eles pertencem? Ou que povo só gosta mesmo é do luxo fútil e tudo termina na quarta-feira de cinzas com o último gari sambando e varrendo a alegria de uma festa que já acabou faz tempo?
Eu opto sempre pela primeira opção, aquela em que Sinfonias, Sambas, Segall e Saramago convivem. Não compro a idéia de que “isso ninguém vai entender”, “aquilo é high-culture demais para classe C-D”, por três motivos.
[Músicas: Teddybears (‘Cardiac Arrest’) e Illuminum (‘Gone’).]
O brinquedinho aí em cima é chamado PaceMaker, um sistema portátil para DJ´s nômades. Você consegue fazer tudo o que uma pickup consegue fazer, desde que…isso é importante…tenha a manha.
Se pudéssemos resumir em uma frase a linha mestra para qualquer empreendedor que almeja sair de sua idéia genial para um produto de fato, acho que a mais indicada seria: