Outubro 30th, 2007

Dois olhares para o passado. Ou seria para o futuro do presente?

por Mauro Amaral

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Já gravei um Braincast (como lembrou o Cris, vem aí o BC#10) muito interessante sobre a suposta morte dos jornais. E eles não morreram.

Deixa eu ser menos enigmático, lembrando um comentário meu lá no Intercon: quando uma pedra bate na água e as ondas vão se dissipando, muitos recebem como novidade algo que nós, que jogamos a pedra na água, já estamos carecas cansados de saber.

Mas não podemos esquecer que trabalhamos para quem recebe esta onda. E não é fácil fazer isso. Mas, vez por outra quando o olhar de gente metida com inovação encontra com o de gente ansiosa por preservar a memória das coisas, vemos interessantes projetos acontecendo. Dois exempos me chamaram atenção semana passada:

1. A Biblioteca Britânica

que digitalizou nada mais nada menos do que 1.000.000 de páginas de jornais ingleses do século XIX, liberando-os para consultas de escolas públicas de lá. A meta para 2008 é apresentar a comunidade 3.000.000 de páginas. O objetivo do projeto é oferecer um panorama completo sobre a comunicação no período vitoriano, através de jornais locais e nacionais, não só de Londres mas também da Escócia, Irlanda e Gales. Entrou no ar em 23/10.

2. O trabalho de Maurizio Seracini…

que adptou uma intrincada tecnologia por estimulação de raios de neutrons para scanear todas as paredes do Palazzo Vecchio num processo lento e meticuloso para descobrir onde está a última obra do metre Leonardo Da Vinci. Sensacional. Um dos melhores pontos da matéria da Wired acontece quando perguntando o que aconteceria se ele não encontrasse o afresco Battle of Anghiari “o processo desenvolvido aqui pode ser utilizado em qualquer lugar. Se não encontrarmos nada aqui, descobriremos coisas ainda mais interessantes logo ali a frente.”

E aí fiquei pensando:

Não é importante às vezes substituir o reflexo da sempre novidade pela reflexão da descoberta correta e útil? E mais: já imaginou o que acontece quando a química se inverte, ou seja, o olhar de gente temerosa por inovações encontra o de gente ansiosa por levar conhecimento a quem não pode? Ai a coisa fica complicada mesmo…

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